quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Significado da palavra umbanda
umbanda Aun= que quer dizer "conjunto,grupo"
Ban= que quer dizer "lei,regra"
Dãn= que quer dizer "Deus,divino"Isso nos mostra que "Umbanda"
provém da palavra "Aumbandãn" e quer dizer:Conjunto das Lei de Deus.Fazendo um paralelo vemos que uma das maiores leis dentro da espiritualidade é a Lei do Livre Árbitrio,depois as entidades nos lembram sempre da Lei de Causa e Efeito,e a famosa Lei de Salva.Então vemos que a Umbanda é um sistema de leis que todo umbandista deve seguir,pois sabemos que nenhuma dessas leis falham,por isso devemos sempre vigiármos nossos passos.
Oracao ao caboclo ventania
ORACÃO CABOCLO VENTANIA
Meu Pai Ventania, receba meu preito de agradecimento pela tua presença constante e amiga em minha vida. Tu, querido amigo e pai, que carregas o nome místico de Ventania, faz com que os bons ventos espirituais soprem fortemente em torno de mim e em meu interior, arrastando e livrando-me de todas as negatividades produzidas por mim ou por irmãos que ainda se deixam levar pelas inferioridades do mau querer e desamor.Arremessa, querido Caboclo, essas energias desequilibrantes nas sagradas pedreiras, a fim de que sejam desfeitas e anuladas, para a glória de Oxalá e o bem espiritual de teus filhos.Abençoa, Pai Ventania, teu filho que ora te busca como o Pai Conselheiro e Forte, e conduz-me pelos caminhos seguros, nesta mata virgem da encarnação presente, para que sempre possa caminhar sob a luz divina, em busca do Bem Maior, que é Deus.Protege minha família, cercando meu lar com tuas energias sempre a soprar o vento da harmonia, da prosperidade e do amor.Irrompe, querido Caboclo, na minha vida, o teu sopro de paz e de alegria, que me faça andar na estrada da segurança, sem temer a influência do mal ou ser por ele atingido.Perdoa a minha fraqueza e pequenez de fé. Carrega-me, com tua força, Caboclo de Xangô, para as altas montanhas da espiritualidade, onde possa respirar o ar da fidelidade e da paz.Sopra sobre mim, querido amigo, as bênçãos da Divina Mãe, Maria, que é a tua energia essencial, para que me faça encontrar sempre a ação do Divino Oxalá, nosso amado Jesus.Obrigado, Caboclo Ventania, pelo teu olhar constante sobre mim. Não me percas de vista, abençoando-me sempre e orientando os meus passos pelo caminho do Bem, mesmo quando doam os meus pés, pelos espinhos e pedregulhos existentes no caminho, dentro da mata virgem desta encarnação.Que a Paz e a Alegria do teu coração me harmonize com a natureza e me faça estar seguro e feliz, vendo em ti, o mensageiro de Deus a me indicar o caminho da evolução.Que todos aqueles que me cercam, os afetos e desafetos, sejam agora beneficiados, PaiVentania, pela sua bênção, em nome de Oxalá.
Graças a Deus!
Graças a Deus!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
formas incorporativas e especialidade de caboclos:
Caboclos de Oxum: Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece primeiro ou quase simultâneo no coração (interno). Trabalham mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desanimo entre outras. Dão bastante passe tanto de dispersão quanto de energização. Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar; Seus passes quase sempre são de alívio emocional.
Caboclos de Ogum: Sua incorporação é mais rápida e mais compactada ao chão, não rodam. Consultas diretas, geralmente gostam de trabalhos de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física, para dar ânimo.
Caboclos de Iemanjá: Incorporam de forma suave, porém mais rápidos do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium tonto. Trabalham geralmente para desmanchar trabalhos, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar.
Caboclos de Xangô: São guias de incorporações rápidas e contidas, geralmente arriando o médium no chão. Trabalham para: emprego; causas na justiça; imóvel e realização profissional. Dão também muito passe de dispersão. São diretos para falar.
Caboclos de Nanã: Assim como os Pretos-velhos são mais raros, mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o carma e como ter resignação. Dão passes onde levam eguns que estão próximos. Sua incorporação igualmente é contida, pouco dançam.
Caboclos de Iansã: São rápidos e deslocam muito o médium. São diretos para falar e rápidos também, muitas das vezes pegam a pessoa de surpresa. Geralmente trabalham para empregos e assuntos de prosperidade, pois Iansã tem grande ligação com Xangô. No entanto sua maior função é o passe de dispersão (descarrego). Podem ainda trabalhar para várias finalidades, dependendo da necessidade.
Caboclos de Oxalá: Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passe de energização. São "compactados" para incorporar e se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito.
Caboclos de Oxossi: São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito. Trabalham com banhos e defumadores, não possuem trabalhos definidos, podem trabalhar para diversas finalidades. Esses caboclos geralmente são chefes de linha.
Caboclos de Obaluaiê: São raros, pois são espíritos dos antigos "bruxos" das tribos indígenas. São perigosos, por isso só filhos de Omulu de primeira coroa possuem esses caboclos. Sua incorporação parece um Preto-velho, locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins.
Caboclos de Oxum: Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece primeiro ou quase simultâneo no coração (interno). Trabalham mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desanimo entre outras. Dão bastante passe tanto de dispersão quanto de energização. Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar; Seus passes quase sempre são de alívio emocional.
Caboclos de Ogum: Sua incorporação é mais rápida e mais compactada ao chão, não rodam. Consultas diretas, geralmente gostam de trabalhos de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física, para dar ânimo.
Caboclos de Iemanjá: Incorporam de forma suave, porém mais rápidos do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium tonto. Trabalham geralmente para desmanchar trabalhos, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar.
Caboclos de Xangô: São guias de incorporações rápidas e contidas, geralmente arriando o médium no chão. Trabalham para: emprego; causas na justiça; imóvel e realização profissional. Dão também muito passe de dispersão. São diretos para falar.
Caboclos de Nanã: Assim como os Pretos-velhos são mais raros, mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o carma e como ter resignação. Dão passes onde levam eguns que estão próximos. Sua incorporação igualmente é contida, pouco dançam.
Caboclos de Iansã: São rápidos e deslocam muito o médium. São diretos para falar e rápidos também, muitas das vezes pegam a pessoa de surpresa. Geralmente trabalham para empregos e assuntos de prosperidade, pois Iansã tem grande ligação com Xangô. No entanto sua maior função é o passe de dispersão (descarrego). Podem ainda trabalhar para várias finalidades, dependendo da necessidade.
Caboclos de Oxalá: Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passe de energização. São "compactados" para incorporar e se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito.
Caboclos de Oxossi: São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito. Trabalham com banhos e defumadores, não possuem trabalhos definidos, podem trabalhar para diversas finalidades. Esses caboclos geralmente são chefes de linha.
Caboclos de Obaluaiê: São raros, pois são espíritos dos antigos "bruxos" das tribos indígenas. São perigosos, por isso só filhos de Omulu de primeira coroa possuem esses caboclos. Sua incorporação parece um Preto-velho, locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins.
CABOCLOS
São geralmente espíritos de civilizações primitivas, tais como índios: Íncas, Maias, Astecas e afins. Foram espíritos de terras recém formadas e descobertas, eles formaram sociedades (tribos e aldeias), com perfeita organização estrutural, tudo era fabricados por eles, desde o cultivo de alimentos até a moradia. Como foram primitivos conhecem bem tudo que vem da terra, assim caboclos são os melhores guias para ensinar a importância das ervas e dos alimentos vindos da terra, além de sua utilização. Assim como os Pretos-velhos, possuem grande elevação espiritual, e trabalham "incorporados" a seus médiuns na Umbanda, dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual. São subordinados aos Orixás, o que lhes concede uma força mestra na sua personalidade e forma de trabalho, igual aos Pretos-velhos. Quando falamos na personalidade de um caboclo ou de qualquer outro guia, estamos nos referindo a sua forma de trabalho. Costumam usar durante as giras, penachos e fumam charutos. Falam de forma rústica lembrando sua forma primitiva de ser, dessa forma mostram através de suas danças muita beleza, própria dessa linha. Seus "brados", que fazem parte de uma linguagem comum entre eles, representam quase uma "senha" entre eles. Cumprimentos e despedidas são feitas usando esses sons. Costumamos dizer que as diferenças entre eles estão nos lugares que eles dizem pertencer. Dando como origem ou habitat natural, assim podemos ter:
Caboclos da mata: Esses viveram mais próximos da civilização ou tiveram contato com elas.
Caboclos da mata virgem: Esses viveram mais interiorizado nas matas, sem nenhum contato com outros povos.
Assim vários caboclos se acoplam dentro dessa divisão. Torna-se de grande importância conhecermos esses detalhes para compreendermos porque alguns falam mais explicados que outros. Mais ainda existe as particularidades de cada um, que permitem diferenciarmos um dos outros. A primeira é a "especialidade" de cada um, são elas: curandeiros, rezadeiros, guerreiros, os que cultivavam a terra (agricultores), parteiras, entre outros. A segunda é diferença criada pela "força da natureza" que os rege. É o Orixá para quem eles trabalham.
Para nós da Umbanda, é importantíssimo saber que a "personalidade" de um caboclo se dá pela junção de sua "origem", "especialidade" e "força da natureza" que o rege.
E é nessa "personalidade" que centramos nossos estudos. Assim como os Pretos-velhos, eles podem dar passe, consulta e correntes de energização ou participarem de descarrego, contudo sua prática da caridade se dá principalmente com a manipulação.
Quando falamos em manipulação, estamos nos referindo desde preparo de remédios feitos com ervas, emplastos, compressas e banhos em geral até manipulação física, como por rezar "espinhela caída". Esses guias por conhecerem bem a terra, acreditam muito no valor terapêutico das ervas e de tudo que vem da terra, por isso as usam mais que qualquer outro guia.
Desenvolveram com isso um conhecimento químico muito grande para fazer remédios naturais.
Como são espíritos da mata propriamente dita, todos recebem forte influência de Oxossi, no sentido apenas do conhecimento químico das ervas, independente do Orixá que trabalhe.
São espíritos que também trabalham muito com passe. Acreditamos ser pela facilidade de locomoção, já que normalmente trabalham em pé.
São também bastante necessários na hora de um descarrego, pois conseguem acoplar no médium em qualquer posição.
Caboclos da mata: Esses viveram mais próximos da civilização ou tiveram contato com elas.
Caboclos da mata virgem: Esses viveram mais interiorizado nas matas, sem nenhum contato com outros povos.
Assim vários caboclos se acoplam dentro dessa divisão. Torna-se de grande importância conhecermos esses detalhes para compreendermos porque alguns falam mais explicados que outros. Mais ainda existe as particularidades de cada um, que permitem diferenciarmos um dos outros. A primeira é a "especialidade" de cada um, são elas: curandeiros, rezadeiros, guerreiros, os que cultivavam a terra (agricultores), parteiras, entre outros. A segunda é diferença criada pela "força da natureza" que os rege. É o Orixá para quem eles trabalham.
Para nós da Umbanda, é importantíssimo saber que a "personalidade" de um caboclo se dá pela junção de sua "origem", "especialidade" e "força da natureza" que o rege.
E é nessa "personalidade" que centramos nossos estudos. Assim como os Pretos-velhos, eles podem dar passe, consulta e correntes de energização ou participarem de descarrego, contudo sua prática da caridade se dá principalmente com a manipulação.
Quando falamos em manipulação, estamos nos referindo desde preparo de remédios feitos com ervas, emplastos, compressas e banhos em geral até manipulação física, como por rezar "espinhela caída". Esses guias por conhecerem bem a terra, acreditam muito no valor terapêutico das ervas e de tudo que vem da terra, por isso as usam mais que qualquer outro guia.
Desenvolveram com isso um conhecimento químico muito grande para fazer remédios naturais.
Como são espíritos da mata propriamente dita, todos recebem forte influência de Oxossi, no sentido apenas do conhecimento químico das ervas, independente do Orixá que trabalhe.
São espíritos que também trabalham muito com passe. Acreditamos ser pela facilidade de locomoção, já que normalmente trabalham em pé.
São também bastante necessários na hora de um descarrego, pois conseguem acoplar no médium em qualquer posição.
PRETOS VELHOS
Os pretos velhos e as almas
Quem em nosso país, ainda não viu pendurado em alguma parede um quadro de “nego veio?” Quem ainda não viu, ao abrir um jornal, no setor de classificados, uma novena dedicada as 13 almas?
O culto aos “pretos velhos”, apesar de ser pouco comentado pelos sacerdotes da Umbanda e do Candomblé, ou mesmo por seus iniciados, bem como a fé que os brasileiros de varias religiões, tem nas almas, é muito grande e poderoso.
Os pretos velhos são almas que em sua encarnação anterior, foram escravos, ou descendentes de escravos, de vários estados e como ninguém aprenderam o que é o sofrimento humano, as humilhações, a fome, a perseguição. O seu culto e a sua “linha” como às vezes são chamados, deu a Umbanda sua grande sustentação.
Cresci convivendo com a Umbanda e me lembro ainda moleque de ajoelhar-me frente aquele médium com seu preto velho e sentir em minha cabeça seu toque de carinho, de alguém que era pura misericórdia e bondade. Meu primeiro preto velho foi Pai Catumbi, em um centro de Umbanda que era o primeiro de minha cidade natal e, em cujo centro fiquei por 12 anos. Vi Pai Catumbi curar pessoas desenganadas pela medicina da época, vi sua ação ajudando pessoas desempregadas, famílias em desavença, maridos que tinham abandonado esposa e filhos e vi suas mãos estendidas muitas vezes em misericórdia e caridade a quem ali chegasse.
Eu diria que o culto aos pretos velhos é nacional, pois em todo o Brasil iremos encontrar pretos velhos mineiros, baianos, das matas, de lugares distantes. Seus nomes os mais variados e alguns mais conhecidos como Tio Chico, Vovó Maria Conga, Vovó Cambinda da Guiné, Pai Joaquim, Pai Mané de Angola, Tia Rosa de Minas, Vovó Luiza da Bahia, Pai Benedito das Almas (que com sua corrente de almas seguidoras muitas graças faz chegar àqueles que necessitam).
A influência de seu Axé se estende por todas as necessidades do dia a dia do ser humano, livrando uma criança ou adulto do olho gordo, ajudando um casal ter harmonia, ajudando alguém sobreviver em momentos de dificuldades. A sua marca principal é a misericórdia e a compreensão das mazelas humanas.
Quanto as Santas Almas, apesar de serem tidas como fé católica, passou a ser a fé de todos aqueles que erguendo os olhos para os céus, gritam por uma oportunidade ou por um socorro em seus momentos de aflições. Existem várias novenas conhecidas, ligadas as almas: a das Treze Almas, a das Nove Almas, das Almas Aflitas, das Almas Abençoadas, mas em todas o fundamento é um só: a súplica por uma interferência delas junto a Deus por terem sido encarnadas e saberem o que é ser um ser humano, com as dificuldades de sobrevivência.
Eu poderia falar horas sobre tudo que assisti, tudo que vi e tudo que aprendi a aceitar e a acreditar sobre os Pretos Velhos e sobre as Almas, mas deixo que meu amigo (a) que ler esta matéria experimente por si, a sua eficácia. Tente em um momento de aflição, quando não ver nenhuma saída, recolher-se a seu coração com fé e orar para eles, peça seu socorro e tenha certeza terá uma ajuda imediata, de poucas horas e talvez pouquíssimos dias.
Podemos fazer uma oferenda às almas, e suas inúmeras correntes, tanto de Pretos Velhos, como as Santas Almas, com: flores, orações, alimento (pão principalmente), nosso primeiro cafezinho da manhã, um pouco de vinho, mas principalmente oferecer algum sacrifício moral, ou seja, prometermos e fazermos um bem a alguém que muito necessite, em troca do alívio de nossa aflição. Agrada muito aos Pretos Velhos e as Almas as devoções feitas aos necessitados, crianças desamparadas, velhinhos, pessoas que estão em sofrimentos em hospitais, presídios, pelas ruas, sob os viadutos, e creia peça, seja atendido, mas, retribua!
Para melhoria de uma situação: pegue três pãezinhos, l metro de morim branco, 3 moedas de qualquer valor que tenha ficado em seu bolso por algumas horas. Estenda o pano no chão ou em uma mesa, pegue o pãozinho com as duas mãos, faça uma prece a seu gosto, mentalize seu pedido, abra o pãozinho ao meio com as mãos e dentro dele coloque as três moedas que você passará primeiro 3 vezes em torno de sua cabeça mentalizando o que deseja. Embrulhe sua oferenda com o morim e leve a uma igreja do santo de sua devoção ou mesmo um jardim bonito e que tenha sempre muitas crianças.
Para abrir seus caminhos no geral: pegue 9 moedas de igual valor, embrulhe-as em um pequeno pedaço de tecido estampado. Às 18 horas ou 6 da manhã, coloque o embrulho na altura do coração faça uma prece com fervor, às almas ou aos Pretos velhos, junto com seu pedido. Guarde o embrulho consigo até o dia seguinte. Quando sair a rua, faça uma doação das moedas a alguém que lhe pedir. (tenha certeza de que elas farão alguém se aproximar e pedir auxílio). O tecido guarde consigo para toda vez que necessitar refazer um novo pedido.
Para paz, prosperidade e fartura: tire de seu almoço, um pouco de cada alimento e coloque num prato de barro pequeno. Sobre tudo coloque um pãozinho, e enfeitando a comida algumas moedas de qualquer valor. Deposite sua oferenda em um jardim e ofereça as almas em troca de ajuda em sua vida.
Os pretos velhos e as almas
Quem em nosso país, ainda não viu pendurado em alguma parede um quadro de “nego veio?” Quem ainda não viu, ao abrir um jornal, no setor de classificados, uma novena dedicada as 13 almas?
O culto aos “pretos velhos”, apesar de ser pouco comentado pelos sacerdotes da Umbanda e do Candomblé, ou mesmo por seus iniciados, bem como a fé que os brasileiros de varias religiões, tem nas almas, é muito grande e poderoso.
Os pretos velhos são almas que em sua encarnação anterior, foram escravos, ou descendentes de escravos, de vários estados e como ninguém aprenderam o que é o sofrimento humano, as humilhações, a fome, a perseguição. O seu culto e a sua “linha” como às vezes são chamados, deu a Umbanda sua grande sustentação.
Cresci convivendo com a Umbanda e me lembro ainda moleque de ajoelhar-me frente aquele médium com seu preto velho e sentir em minha cabeça seu toque de carinho, de alguém que era pura misericórdia e bondade. Meu primeiro preto velho foi Pai Catumbi, em um centro de Umbanda que era o primeiro de minha cidade natal e, em cujo centro fiquei por 12 anos. Vi Pai Catumbi curar pessoas desenganadas pela medicina da época, vi sua ação ajudando pessoas desempregadas, famílias em desavença, maridos que tinham abandonado esposa e filhos e vi suas mãos estendidas muitas vezes em misericórdia e caridade a quem ali chegasse.
Eu diria que o culto aos pretos velhos é nacional, pois em todo o Brasil iremos encontrar pretos velhos mineiros, baianos, das matas, de lugares distantes. Seus nomes os mais variados e alguns mais conhecidos como Tio Chico, Vovó Maria Conga, Vovó Cambinda da Guiné, Pai Joaquim, Pai Mané de Angola, Tia Rosa de Minas, Vovó Luiza da Bahia, Pai Benedito das Almas (que com sua corrente de almas seguidoras muitas graças faz chegar àqueles que necessitam).
A influência de seu Axé se estende por todas as necessidades do dia a dia do ser humano, livrando uma criança ou adulto do olho gordo, ajudando um casal ter harmonia, ajudando alguém sobreviver em momentos de dificuldades. A sua marca principal é a misericórdia e a compreensão das mazelas humanas.
Quanto as Santas Almas, apesar de serem tidas como fé católica, passou a ser a fé de todos aqueles que erguendo os olhos para os céus, gritam por uma oportunidade ou por um socorro em seus momentos de aflições. Existem várias novenas conhecidas, ligadas as almas: a das Treze Almas, a das Nove Almas, das Almas Aflitas, das Almas Abençoadas, mas em todas o fundamento é um só: a súplica por uma interferência delas junto a Deus por terem sido encarnadas e saberem o que é ser um ser humano, com as dificuldades de sobrevivência.
Eu poderia falar horas sobre tudo que assisti, tudo que vi e tudo que aprendi a aceitar e a acreditar sobre os Pretos Velhos e sobre as Almas, mas deixo que meu amigo (a) que ler esta matéria experimente por si, a sua eficácia. Tente em um momento de aflição, quando não ver nenhuma saída, recolher-se a seu coração com fé e orar para eles, peça seu socorro e tenha certeza terá uma ajuda imediata, de poucas horas e talvez pouquíssimos dias.
Podemos fazer uma oferenda às almas, e suas inúmeras correntes, tanto de Pretos Velhos, como as Santas Almas, com: flores, orações, alimento (pão principalmente), nosso primeiro cafezinho da manhã, um pouco de vinho, mas principalmente oferecer algum sacrifício moral, ou seja, prometermos e fazermos um bem a alguém que muito necessite, em troca do alívio de nossa aflição. Agrada muito aos Pretos Velhos e as Almas as devoções feitas aos necessitados, crianças desamparadas, velhinhos, pessoas que estão em sofrimentos em hospitais, presídios, pelas ruas, sob os viadutos, e creia peça, seja atendido, mas, retribua!
Para melhoria de uma situação: pegue três pãezinhos, l metro de morim branco, 3 moedas de qualquer valor que tenha ficado em seu bolso por algumas horas. Estenda o pano no chão ou em uma mesa, pegue o pãozinho com as duas mãos, faça uma prece a seu gosto, mentalize seu pedido, abra o pãozinho ao meio com as mãos e dentro dele coloque as três moedas que você passará primeiro 3 vezes em torno de sua cabeça mentalizando o que deseja. Embrulhe sua oferenda com o morim e leve a uma igreja do santo de sua devoção ou mesmo um jardim bonito e que tenha sempre muitas crianças.
Para abrir seus caminhos no geral: pegue 9 moedas de igual valor, embrulhe-as em um pequeno pedaço de tecido estampado. Às 18 horas ou 6 da manhã, coloque o embrulho na altura do coração faça uma prece com fervor, às almas ou aos Pretos velhos, junto com seu pedido. Guarde o embrulho consigo até o dia seguinte. Quando sair a rua, faça uma doação das moedas a alguém que lhe pedir. (tenha certeza de que elas farão alguém se aproximar e pedir auxílio). O tecido guarde consigo para toda vez que necessitar refazer um novo pedido.
Para paz, prosperidade e fartura: tire de seu almoço, um pouco de cada alimento e coloque num prato de barro pequeno. Sobre tudo coloque um pãozinho, e enfeitando a comida algumas moedas de qualquer valor. Deposite sua oferenda em um jardim e ofereça as almas em troca de ajuda em sua vida.
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